Por que o preço do ETH caiu?
Ethereum caiu 4,43%, chegando a US$ 2.952,85 em 24 horas, desempenho inferior ao do mercado cripto em geral (-2,12%). Principais motivos:
- Redução do risco geopolítico – Ameaças de tarifas de Trump impulsionaram fuga para o ouro e venda generalizada no mercado cripto
- Desalavancagem – US$ 392 milhões em posições longas de ETH foram liquidadas em 24h, ampliando a queda
- Quebra técnica – ETH caiu abaixo do suporte psicológico de US$ 3.000, acionando stop-losses
Análise Detalhada
1. Avesso ao risco macro (Impacto negativo)
Resumo:
A ameaça do presidente dos EUA, Trump, em 20 de janeiro, de aplicar tarifas de 10 a 25% a oito países da União Europeia devido a disputas envolvendo a Groenlândia, elevou as tensões geopolíticas ao maior nível desde abril de 2025. Isso provocou queda de 2,06% no S&P 500 e 2,4% no Nasdaq, afetando o mercado cripto, que é considerado um ativo de risco.
O que isso significa:
- O ouro subiu 2,3%, atingindo recorde de US$ 4.874 por onça, enquanto Bitcoin e Ethereum caíram 9% e 7%, respectivamente, em 48 horas (Cryptonews).
- A forte correlação entre cripto e ações de tecnologia (0,82 com Nasdaq) deixou o Ethereum vulnerável à redução de risco nos mercados tradicionais.
Fique atento:
As tarifas retaliatórias planejadas pela UE, no valor de € 93 bilhões, e a possibilidade de não haver acordo podem prolongar o movimento de aversão ao risco.
2. Impacto nos derivativos (Impacto negativo)
Resumo:
Ethereum teve US$ 392 milhões em liquidações de posições longas em 24 horas – a segunda maior entre as criptomoedas, atrás apenas do Bitcoin. Isso ocorreu após o ETH cair abaixo dos US$ 3.000, nível que vinha segurando desde julho de 2025.
O que isso significa:
- As taxas de financiamento ficaram negativas (-0,0028% para as principais altcoins em relação ao BTC), indicando que o excesso de alavancagem está sendo eliminado (Coinspeaker).
- Mais de 40% do suprimento de ETH está em prejuízo, segundo dados da Glassnode, aumentando a pressão de venda por parte dos investidores que estão “no vermelho”.
Métrica importante:
O mapa de liquidações em 24h mostra muitos stop-loss concentrados em US$ 2.900 – uma queda abaixo desse ponto pode desencadear vendas em cascata.
3. Quebra técnica (Tendência negativa)
Resumo:
Ethereum rompeu para baixo sua média móvel simples (SMA) de 30 dias (US$ 3.102) e o nível de Fibonacci de 23,6% (US$ 3.277), entrando em uma estrutura técnica de baixa nos prazos menores.
O que isso significa:
- O índice RSI(14) está em 37,83, indicando espaço para mais queda antes de atingir condições de sobrevenda
- O histograma MACD em -17,1 confirma aceleração do momentum negativo
- Próximos suportes: nível de Fibonacci de 38,2% em US$ 3.203 e a SMA de 200 dias em US$ 3.663
Nível crítico:
Fechamento diário acima de US$ 3.143 (50% Fib) é necessário para invalidar o cenário de baixa.
Conclusão
A queda do Ethereum é resultado de um choque macro de aversão ao risco, amplificado por posições excessivamente alavancadas e quebras técnicas. Embora o índice Fear & Greed (32) indique venda por pânico, a ausência de problemas fundamentais específicos do ETH sugere que se trata mais de uma crise de liquidez geral do que de fraqueza no protocolo.
Ponto de atenção: O Ethereum conseguirá segurar o suporte em US$ 2.888, mínima de dezembro de 2025? Uma queda abaixo desse nível pode acelerar perdas até US$ 2.600.
O que pode influenciar o preço do ETH?
O preço do Ethereum depende de atualizações no protocolo, do avanço dos ETFs e da tokenização de ativos do mundo real – e os grandes investidores estão apostando nessas três frentes.
- Atualizações Futuras – Fusaka (dezembro de 2025) promete reduzir taxas em 95%
- Aprovação Regulamentar – Decisão da SEC sobre ETFs de staking pode liberar mais de US$ 4 bilhões
- Acúmulo Institucional – Grandes investidores compraram 934 mil ETH só em dezembro de 2025
Análise Detalhada
1. Melhorias na Escalabilidade do Protocolo (Impacto Positivo)
Resumo: A atualização Fusaka, prevista para 3 de dezembro de 2025, vai aumentar a capacidade de dados do Ethereum com a tecnologia PeerDAS, permitindo que redes Layer 2 como Arbitrum processem mais de 12.000 transações por segundo. Isso vem após o sucesso do testnet Hoodi em outubro, quando as taxas de gás caíram para US$ 0,12.
O que isso significa: Dados históricos mostram que grandes atualizações, como a Dencun em março de 2024, foram seguidas por altas de 48% no preço do ETH. Se a Fusaka cumprir a promessa de aumentar em 8 vezes a capacidade de dados, o Ethereum pode consolidar sua liderança em finanças descentralizadas (DeFi) e atrair mais empresas.
2. Aprovação do ETF de Staking (Impacto Misto)
Resumo: BlackRock e VanEck enviaram em novembro de 2025 pedidos atualizados para lançar ETFs que oferecem recompensas de staking em ETH à vista. O presidente da SEC, Paul Atkins, afirmou em julho de 2025 que o Ethereum é uma commodity, aumentando as chances de aprovação para 75%, segundo a Bloomberg.
O que isso significa: A aprovação pode trazer US$ 3,8 bilhões em investimentos no primeiro trimestre de 2026 (estimativa da Bitwise), mas preocupações da SEC com produtos que geram rendimento podem atrasar o lançamento. O exemplo do ETF de Bitcoin em 2024 mostra que aprovação não garante demanda imediata – o GBTC teve saídas de US$ 6,3 bilhões após o lançamento.
3. Onda de Tokenização de Ativos do Mundo Real (Impacto Positivo)
Resumo: O Ethereum representa 74% dos ativos tokenizados, com US$ 201 bilhões em valor total bloqueado (TVL), incluindo o fundo BUIDL Treasury da BlackRock. O Citi prevê que esse mercado chegará a US$ 5 trilhões até 2030, e cada US$ 1 bilhão investido pode aumentar o preço do ETH em 0,8% devido ao maior staking e bloqueio.
O que isso significa: Com JP Morgan e Visa ampliando pagamentos baseados no Ethereum, o uso do ETH como garantia pode reduzir a oferta circulante. No entanto, concorrentes como Solana, que cresceu 326% em tokenização de ativos este ano, representam uma ameaça à liderança do Ethereum.
Conclusão
O desempenho do Ethereum em 2026 vai depender da execução do seu roteiro técnico e da capacidade de aproveitar os produtos financeiros de Wall Street. O indicador-chave é a taxa de participação no staking – atualmente em 26% do total, mas a eficiência trazida pela Fusaka pode elevar isso para 35%, criando uma escassez estrutural. A grande questão é: as atualizações do protocolo vão superar as soluções de escalabilidade das redes concorrentes?
O que dizem sobre o ETH?
A comunidade do Ethereum oscila entre a esperança de uma alta técnica e o receio de correções. Veja os principais pontos:
- Analistas apontam $3.500 como alvo otimista de curto prazo
- Padrões de baixa indicam possível queda abaixo de $2.800
- Saídas de exchanges sugerem acumulação por investidores institucionais
Análise Detalhada
1. @CapitalTA: alvo otimista de longo prazo em $6.300
“Chegar a $6.300 indicaria uma forte alta, impulsionada pela acumulação institucional e pelo ciclo de 2026.”
– @CapitalTA (5,7 mil seguidores · 1,6 milhões de impressões · 13/01/2026 16:18 UTC)
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O que isso significa: É um sinal positivo para o Ethereum, relacionando a compra por grandes investidores a um ciclo de vários anos, mas depende de manter o suporte entre $2.800 e $3.000.
2. @KlondikeAI: sinal de baixa com possível queda de 3%
“Venda curta em ETH a $2.963; alvo em $2.879. Padrão de baixa no gráfico de 1 hora indica forte sentimento negativo.”
– @KlondikeAI (3 mil seguidores · 7,7 mil impressões · 31/12/2025 17:00 UTC)
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O que isso significa: Indica uma possível queda no curto prazo, com a faixa entre $2.800 e $2.900 sendo crucial para traders que buscam aproveitar oscilações.
3. @dizaynland: possível rompimento técnico para $3.500 em 4-6 semanas
“ETH está em $3.315 com RSI neutro. Padrões de momento sugerem movimento até a resistência em $3.500.”
– @dizaynland (1,4 mil seguidores · 258 mil impressões · 18/01/2026 09:54 UTC)
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O que isso significa: É um sinal positivo se o Ethereum se mantiver acima de $3.200, mas o RSI neutro (62,23) indica que ainda pode haver volatilidade.
Conclusão
O consenso sobre o Ethereum está dividido, equilibrando metas técnicas otimistas com sinais de baixa no curto prazo e incertezas macroeconômicas. Enquanto as reservas nas exchanges atingem mínimas de vários anos — indicando acumulação — os traders aguardam um rompimento claro acima de $3.200 ou uma queda abaixo de $2.900 para definir a direção. Fique atento ao nível psicológico de $3.000: se mantido, pode confirmar a narrativa de um ciclo de alta prolongado.
Quais são as últimas notícias sobre o ETH?
Ethereum está passando por um momento de entrada significativa de investidores institucionais e atingindo marcos técnicos importantes, enquanto as reservas da moeda nas exchanges caem para níveis históricos. Confira as últimas atualizações:
- Entrada forte de investidores institucionais (21 de janeiro de 2026) – US$ 496 milhões foram investidos em produtos relacionados ao Ethereum, mesmo com desafios regulatórios.
- Reservas em exchanges caem drasticamente (21 de janeiro de 2026) – A quantidade de ETH disponível nas exchanges atingiu o menor nível dos últimos 8 anos, indicando que muitos investidores estão segurando a moeda a longo prazo.
- Fundo de hedge de US$ 100 milhões da Galaxy (21 de janeiro de 2026) – O fundo foca em estratégias de compra e venda envolvendo Ethereum e Solana.
Análise Detalhada
1. Entrada forte de investidores institucionais (21 de janeiro de 2026)
Resumo: Na semana que terminou em 21 de janeiro, investidores institucionais aplicaram US$ 496 milhões em Ethereum, o segundo maior valor depois dos US$ 1,55 bilhão investidos em Bitcoin. Isso aconteceu mesmo com propostas do Senado dos EUA, dentro do CLARITY Act, que buscam limitar os rendimentos de stablecoins, o que pode afetar o setor de finanças descentralizadas (DeFi).
O que isso significa: É um sinal positivo para a liquidez do Ethereum e para sua credibilidade entre grandes investidores, apesar dos riscos regulatórios. Esses aportes mostram confiança no papel do Ethereum como um ativo central no mercado de criptomoedas, mesmo com as incertezas econômicas atuais (DailyHODL).
2. Reservas em exchanges caem drasticamente (21 de janeiro de 2026)
Resumo: As reservas de Ethereum nas exchanges caíram para 16,2 milhões de ETH, o menor valor desde 2016. Somente na Binance, houve uma saída de 168 mil ETH no último mês, segundo dados da CryptoQuant.
O que isso significa: Com menos ETH disponível para venda imediata nas exchanges, a pressão para queda de preço diminui, o que pode aumentar a volatilidade para cima se a demanda voltar a crescer. Essa tendência também reflete o aumento do uso de staking, DeFi e carteiras próprias, alinhado com a mudança do Ethereum para o sistema de prova de participação (proof-of-stake) (CryptoQuant).
3. Fundo de hedge de US$ 100 milhões da Galaxy (21 de janeiro de 2026)
Resumo: A Galaxy Digital lançou um fundo de hedge que pode alocar até 30% em tokens de criptomoedas como Ethereum e Solana, além de ações tradicionais. O fundo busca aproveitar oportunidades regulatórias e tecnológicas.
O que isso significa: A perspectiva para o Ethereum é neutra a positiva. Embora Joe Armao, da Galaxy, esteja otimista com o ETH, a possibilidade de operações de venda (short) traz uma dinâmica mais complexa para o mercado (CoinTelegraph).
Conclusão
A oferta de Ethereum está se tornando mais restrita enquanto a demanda institucional cresce, mas isso acontece em meio a incertezas regulatórias e um mercado mais cauteloso (ETH caiu 11% na última semana). A grande questão é: os ganhos em escalabilidade com a atualização Fusaka e o aumento da tokenização de ativos reais (RWA) serão suficientes para compensar as pressões macroeconômicas? Fique de olho nas entradas de ETFs e na adoção das soluções Layer-2 para entender os próximos passos do mercado.
O que se espera do desenvolvimento do ETH?
O desenvolvimento do Ethereum segue avançando com estes marcos importantes:
- Atualização Glamsterdam (1º semestre de 2026) – Melhora a escalabilidade com processamento paralelo e aumento do limite de gás.
- Atualização Hegota (2º semestre de 2026) – Introduz Verkle Trees para tornar os nós mais eficientes e aumentar a descentralização.
Análise Detalhada
1. Atualização Glamsterdam (1º semestre de 2026)
Visão geral:
Prevista para o primeiro e segundo trimestre de 2026, a Glamsterdam foca em melhorar a escalabilidade e o desempenho da rede. Entre as principais novidades estão o processamento paralelo de transações, que permite executar várias operações ao mesmo tempo, e o aumento do limite de gás de 60 milhões para 200 milhões, possibilitando mais transações por bloco. Essa atualização se baseia na tecnologia PeerDAS do Fusaka para um gerenciamento de dados mais eficiente. O escopo final foi confirmado em janeiro de 2026 (CoinMarketCap).
O que isso significa:
Essa atualização é positiva para o Ethereum, pois o aumento da capacidade pode reduzir as taxas nas soluções de camada 2 e atrair mais aplicativos descentralizados (dApps). No entanto, a complexidade técnica pode causar atrasos.
2. Atualização Hegota (2º semestre de 2026)
Visão geral:
Com lançamento previsto para o final de 2026, a Hegota tem como foco a descentralização e a eficiência da rede. O destaque é a implementação das Verkle Trees, uma estrutura de dados que reduz em cerca de 90% o espaço necessário para armazenar informações nos nós, permitindo que equipamentos mais simples participem da rede. Além disso, essa atualização pode incluir recursos contra censura, como as Fork-Choice Inclusion Lists (FOCIL), que evitam o bloqueio de transações (NullTX).
O que isso significa:
Essa melhoria é positiva para o Ethereum, pois diminuir as exigências para os nós fortalece a descentralização da rede. Porém, o uso de novas técnicas criptográficas pode trazer desafios na implementação.
Conclusão
O roteiro do Ethereum para 2026 acelera a escalabilidade e a descentralização com os avanços da Glamsterdam no aumento da capacidade e da Hegota na eficiência dos nós. Será que essas atualizações vão consolidar o ETH como a base fundamental para a infraestrutura global do Web3?
Quais são as atualizações no código-fonte do ETH?
O código do Ethereum recebeu grandes atualizações no final de 2025 e início de 2026, melhorando a escalabilidade e a segurança da rede.
- Ativação da Atualização Fusaka (3 de dezembro de 2025) – Implementou o PeerDAS, aumentando a capacidade de dados em 8 vezes e reduzindo as taxas na camada 2.
- Finalização do Desenvolvimento Glamsterdam (9 de janeiro de 2026) – Adicionou ePBS e BALs para descentralizar a produção de blocos.
- Revisão do Protocolo de Segurança (4 de dezembro de 2025) – Introduziu limites de recursos para evitar ataques DoS.
Análise Detalhada
1. Ativação da Atualização Fusaka (3 de dezembro de 2025)
Visão geral: Foi ativado o Peer Data Availability Sampling (PeerDAS), que aumentou a capacidade de dados por bloco de 6 para 48. Isso reduziu as taxas de transação na camada 2 em cerca de 95%, mantendo a descentralização, pois os nós podem verificar os dados por meio de provas criptográficas, sem precisar baixar tudo.
O que isso significa: Essa atualização é positiva para o Ethereum, pois transações mais baratas na camada 2 tornam o DeFi e os aplicativos descentralizados (dApps) mais acessíveis. Os usuários têm trocas e interações mais rápidas e quase sem custo. (Newsereum)
2. Finalização do Desenvolvimento Glamsterdam (9 de janeiro de 2026)
Visão geral: Foram finalizadas as especificações para a atualização Glamsterdam (primeiro semestre de 2026), que inclui a separação enraizada entre Proposer e Builder (ePBS) e as Listas de Acesso em nível de bloco (BALs). O ePBS torna a produção de blocos mais confiável ao separar a proposta e a construção do bloco, enquanto as BALs reduzem os custos de gás em interações repetitivas com contratos.
O que isso significa: Essa atualização é positiva para o Ethereum porque descentraliza a criação de blocos, diminui os riscos de exploração do MEV (Maximal Extractable Value) e reduz as taxas de gás para dApps complexos, como agregadores de DEX. (Binance News)
3. Revisão do Protocolo de Segurança (4 de dezembro de 2025)
Visão geral: Foram implementadas três mudanças estruturais: limites de acesso ao código de contrato por transação, limites de ciclos para o provador ZK-EVM e fortalecimento do modelo de memória da EVM. Essas medidas evitam ataques que esgotam recursos e melhoram a previsibilidade da execução.
O que isso significa: Essa atualização é positiva para o Ethereum porque bloqueia vetores de ataques DoS (negação de serviço), mantendo a compatibilidade com contratos existentes. Os usuários se beneficiam de menos interrupções na rede e custos de transação mais estáveis. (Bitget)
Conclusão
As atualizações Fusaka e Glamsterdam avançam significativamente a escalabilidade do Ethereum, enquanto as novas medidas de segurança fortalecem sua base contra ameaças emergentes. Como as árvores Verkle, em futuras atualizações, poderão reduzir ainda mais os requisitos de hardware para os nós?